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Escrito originalmente por Bill Nikolaou em inglês, traduzido e adaptado para relevância local. Conteúdo pesquisado e localizado para leitores de Brasil.
Ainda lembro da ligação. Meu amigo Jake me liga numa quinta à noite — "Bill, o rio tá perfeito nesse fim de semana. Vai encarar?" Claro que eu ia. Um problema: tinha acabado de comprar meu primeiro carro, um Subaru Outback judiado sem nenhum acessório, e minha canoa estava na garagem dos meus pais a quarenta minutos. Sem rack de teto. Sem barras transversais. Nada além de longarinas de teto vazias e um monte de otimismo.
Isso foi há mais de dez anos. Me virei com dois macarrões de piscina, umas cintas de catraca emprestadas da garagem do meu pai, e um vídeo do YouTube que assisti no celular na garagem à meia-noite. A canoa chegou ao ponto de embarque. A pintura do meu teto? Digamos que ganhou uns assuntos novos pra conversa.
Desde então, passei uma década como instrutor de corredeiras, e transportei canoas e caiaques centenas de vezes — em sistemas de rack, em tetos pelados, em reboques, e uma vez na caçamba de uma caminhonete de um amigo onde simplesmente deitamos o barco e rezamos em cada curva. Já vi gente fazer certo, e já vi gente perder uma canoa na rodovia. Essa segunda história não é a que você quer contar na chegada.
Então o lance é esse: a melhor forma de transportar sua canoa é com um sistema de rack de teto adequado. Ponto final. Se você rema regularmente — mesmo uma vez por mês — um rack se paga só pela paz de espírito. Se está curioso sobre o que existe, escrevi uma análise dos quatro principais tipos de suportes e transportadores de caiaque que cobre tudo, de suportes J a empilhadores. Mas racks podem custar algumas centenas de reais, e se você acabou de comprar uma canoa num classificado e precisa levá-la pro lago neste sábado, não vai esperar seis dias por um rack chegar da Amazon.
É pra isso que esse guia serve. Vou te mostrar exatamente como amarrar uma canoa no seu carro sem rack — do jeito que fiz dezenas de vezes, e do jeito que ensino meus alunos quando tentam levar barcos pro rio com orçamento apertado. Vamos fazer sem arranhar seu teto, sem trincar um vidro, e sem virar aquele cara na rodovia com uma canoa fazendo piruetas no Civic.
Antes de entrar no processo de amarração, vamos falar de materiais. Aprendi isso da pior forma naquela primeira viagem ao Nantahala — pulei o acolchoamento de espuma porque achei que o casco da canoa era resistente o suficiente. É. O teto e a pintura do seu carro não são. Acabei com dois arranhões longos que corriam pelo teto inteiro como faixas de corrida. Não seja o Bill de vinte e dois anos.
Aqui vai sua lista de compras:
Ficam entre o casco da canoa e o teto do carro. Servem dois propósitos: protegem sua pintura e teto de arranhões e amassados, e criam uma superfície aderente pra canoa não deslizar.
Você tem duas opções. Kits de blocos de espuma específicos são a melhor escolha — empresas como SportRack e Malone fazem conjuntos de blocos de espuma projetados especificamente pra isso. Os kits mais novos que saíram recentemente são perceptivelmente melhores do que eu usava cinco anos atrás. A espuma é mais densa, são moldados pra combinar com perfis típicos de teto, e alguns vêm com canais de cinta integrados pra tudo ficar organizado. Dá pra pegar um kit bom por R$ 110 a R$ 160.
Sua outra opção são macarrões de piscina. Corte duas seções de uns 90 cm, depois corte no comprido pra ficarem planos no teto. Funcionam num aperto — usei várias vezes — mas comprimem mais rápido, se movem mais, e não duram mais que umas poucas viagens antes de começar a esfarelar. Se está fazendo isso uma vez só pra levar a canoa da casa de um amigo, macarrões de piscina tá de boa. Se acha que vai fazer mais duas vezes, gaste os R$ 160 em blocos de espuma de verdade.
Você precisa de pelo menos duas cintas pra prender a canoa ao teto. Passam por cima do casco, pelo interior do carro (portas abertas, cinta passa, portas fecham na cinta), e apertam firme.
Cintas com fivela são o que recomendo pra maioria das pessoas. São mais fáceis de usar, têm menos chance de apertar demais e rachar as bordas da canoa, e soltam rápido quando você chega no ponto de embarque e está louco pra cair na água. A NRS e a Thule fazem excelentes na faixa de 3,5 a 4,5 metros, que é o comprimento ideal para a maioria dos sedãs e SUVs.
Cintas de catraca dão mais vantagem mecânica e uma fixação mais firme, o que parece ótimo até você apertar demais e ouvir o casco de fibra de vidro fazer um barulho que não deveria fazer. Vi um aluno colocar uma trinca de estresse numa canoa alugada com uma cinta de catraca. Se usar catraca, aperte até ficar firme e pare. Você está prendendo uma canoa, não compactando um fardo de feno.
Essa é a parte que a maioria das pessoas pula. Não pule. Linhas de proa e popa não são opcionais.
São cordas ou cintas que vão da frente e de trás da canoa até pontos de ancoragem no veículo — ganchos de reboque, alças no para-choque, ou pontos de amarração no capô/porta-malas. Evitam que a canoa deslize pra frente quando você freia forte ou pra trás quando acelera numa rampa de acesso à rodovia.
Estava voltando de uma remada no Rio Chattooga uns anos atrás — corredeiras classe III, dia longo, cansado — e freei forte por causa de um animal na pista numa estrada de montanha de duas faixas. As cintas do teto seguraram, mas a canoa deslizou uns vinte centímetros pra frente porque eu não tinha amarrado minha linha de proa bem o suficiente. A popa levantou, pegou vento como uma vela, e por uns três segundos achei que ia ver minha canoa virar uma asa-delta. Não saiu. Mas tende a. Reamarrei tudo no acostamento e adicionei uma volta extra na linha de proa. Lição aprendida do jeito adrenalina.
Beleza, você tem seu equipamento. Vamos colocar esse barco no carro. Pegue um amigo se puder — facilita muito a parte de levantar, especialmente com uma canoa de 5 metros.
Coloque os blocos de espuma no teto com uns 60 a 90 cm de distância entre eles, mais ou menos onde as barras transversais dianteira e traseira de um rack de teto ficariam. Você quer distância suficiente pra dar uma base estável à canoa, mas não tanto que fiquem em seções curvas do teto perto do para-brisa ou vidro traseiro.
Se seu carro tem longarinas de teto (aquelas barras elevadas que vão da frente pra trás), coloque os blocos contra elas. As longarinas funcionam como batente natural pra os blocos não deslizarem pros lados.
Vire a canoa de cabeça pra baixo — casco pra cima, lado aberto pra baixo. Isso é importante. Uma canoa de cabeça pra baixo é mais aerodinâmica, se encaixa melhor nos blocos de espuma, e não vai coletar chuva ou resistência ao vento como uma concha gigante no seu teto.
Com seu amigo, levantem pelas extremidades e coloquem a canoa centralizada nos blocos. A canoa deve se projetar igualmente na frente e atrás do carro. Dê um passo pra trás e olhe — se parece torta, está torta. Ajuste até ficar reta. Uma canoa descentralizada vai puxar pra um lado em velocidade, o que é arriscado na rodovia e exaustivo numa viagem longa.
Pegue sua primeira cinta com fivela e passe por cima da canoa no bloco de espuma dianteiro. Abra as duas portas dianteiras. Passe uma ponta da cinta pela abertura da porta dianteira, pelo assoalho ou banco, e pela outra porta dianteira. Feche as duas portas na cinta. As borrachas de vedação das portas vão agarrar a cinta e mantê-la no lugar.
Repita com a segunda cinta no bloco de espuma traseiro, usando as portas traseiras. Se tem um carro de duas portas, passe as duas cintas pelas mesmas portas — só garanta que estejam espaçadas no teto.
Agora aperte. Puxe a folga, aperte a fivela, e verifique se a canoa não se move. Você deveria conseguir agarrar a borda e dar um empurrão firme pros lados sem nenhum movimento. Se balançar, aperte mais. Se está usando o método de cinta pela porta, garanta que as cintas fiquem planas contra a moldura — cintas torcidas perdem força e podem deixar água entrar no carro se chover.
Amarre uma linha da proa (frente) da canoa a um ponto de ancoragem sólido na frente do carro. A maioria dos veículos tem ganchos de reboque atrás do para-choque dianteiro ou sob o chassi — abaixe e olhe. Também dá pra usar alças de capô, que são cintas aftermarket que ficam sob o capô e dão um ponto limpo de amarração.
Faça o mesmo na popa (traseira), passando uma linha até um gancho de reboque traseiro, engate, ou ponto de ancoragem no porta-malas. Falando em engates — se você tem um e rema bastante, um suporte de canoa montado no engate é outra opção sólida que não precisa de nenhuma preparação no teto.
Suas linhas de proa e popa devem estar tensas mas não apertadas como corda de violão. Você quer que evitem movimento pra frente e pra trás sem puxar a canoa da posição nos blocos de espuma. Um nó de caminhoneiro é perfeito aqui — dá vantagem mecânica e trava no lugar.
Antes de ligar o motor, faça uma volta completa ao redor do carro. Faço isso toda vez, mesmo com um sistema de rack adequado. Verifique cada cinta, puxe cada linha, empurre a canoa em todas as direções. Depois confira se as portas fecham e travam corretamente com as cintas passando por elas. Garanta que seus retrovisores laterais não estejam bloqueados pelas bordas da canoa.
Aqui vai um truque que peguei de um guia no Ocoee: dê uma volta no quarteirão primeiro. Ande uns 400 metros, pare, e confira tudo de novo. Cintas se acomodam e esticam levemente nos primeiros minutos de direção. Uma cinta que parecia firme na garagem pode ter meio centímetro de folga depois de duas lombadas. Reaperte e está feito.
Esse é o conteúdo que separa quem fez isso uma vez de quem fez cem vezes.
Vou ser direto: amarrar uma canoa no carro sem rack funciona, e funciona com segurança se seguir os passos acima. Mas é um improviso, não uma solução de longo prazo. Toda vez que faz isso, gasta vinte minutos na montagem e dirige mais devagar do que precisa. Se rema mais de três ou quatro vezes por temporada, um sistema de rack vai mudar sua vida.
E não são tão caros quanto você imagina. Montei uma análise completa de quanto suportes de caiaque realmente custam — existem opções sólidas a partir de R$ 810 que montam em minutos e permitem dirigir em velocidade total de rodovia com confiança total. Quando peguei meu primeiro rack de verdade, me perguntei por que passei dois anos me enrolando com macarrões de piscina e cintas de catraca.
Mas essa é uma decisão pra depois. Agora, você tem uma canoa e um carro e um rio chamando seu nome. Vamos te levar até lá.
Usei esse método exato pra levar canoas pro Nantahala, pro French Broad, pro Chattooga, pro Green, e uma dúzia de lagos pelo sudeste. Funciona. Não é sofisticado, e leva um pouco mais de tempo e atenção, mas leva seu barco até a água com segurança — e isso é a única coisa que importa.
Na primeira vez que fizer, vai ficar um pouco nervoso. Isso é bom. Esse nervosismo significa que vai verificar tudo duas vezes e dirigir com cuidado. Na terceira vez, vai parecer rotina. E na quinta vez, na prática vai estar pesquisando um rack de verdade porque cansou de enfiar cintas pelas portas do carro.
Agora vai remar.
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